III Jornadas de Engenharia e Gestão Industrial

No âmbito das Jornadas de Engenharia e Gestão Industrial 2017/2018, a Direcção do 1º Ciclo de Engenharia e Gestão Industrial, tem a honra de convidar Vª Exa. a estar presente no Seminário Intitulado:

“Paradoxo e Miopia: Benefícios ‘vs’ Resultados da Melhoria Contínua e Inovação”, que se realiza no próximo dia 22 de maio de 2018, terça feira, pelas 11,30 horas, no Auditório Armando Gebuza.

Orador

Professor Doutor Paulo Tomás Ferreira
Project Manager Officer & Innovation Manager @ Sonae Capital
Trainer in Continuous Improvement Training Center at SONAE
Professor na FEP – Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Empresa: Sonae Capital

A melhoria contínua e a inovação são fundamentais para as organizações.

No entanto, diversos gestores e colaboradores de organizações bem geridas consideram que é quase impossível melhorar continuamente e inovar com sucesso. Porquê?

Os gestores estão sob pressão e focam-se, fundamentalmente, nos resultados das ações de curto prazo.

Prestam, assim, menos atenção do que poderiam à “saúde” a longo prazo das organizações, ficando por vezes relutantes em investir em inovações que não permitam recompensas imediatas.

Neste sentido, em grande medida, a perceção do sucesso da gestão passa por key performance indicators, maioritariamente de cariz financeiro e com ciclos temporais curtos, conduzindo a um ciclo obsessivo de autorreforço.

Mas será que sucessos passados são garantia de sucessos futuros, no contexto duma gestão assente em ciclos de curto prazo?

Os pequenos projetos são necessários para a melhoria contínua. Esta permite reforçar comportamentos e desenvolver processos de negócio visando a excelência operacional.

Mas, a melhoria contínua capacita só por si, as empresas para a obtenção de vantagens competitivas que contribuem decisivamente para a sua rendibilidade?

Os projetos de inovação impulsionam as organizações, podendo gerar resultados e superar as metas de crescimento.

Porém, existe uma aversão por estes projetos, que advém de uma crença de que são muito arriscados e as suas recompensas irão surgir num futuro demasiado distante. Mas evitar por completo a inovação, pode estrangular o crescimento e as vantagens competitivas sustentáveis. Esta constatação assume contornos de uma importância vertiginosa, ainda para mais porque hoje, vivemos uma revolução económico-digital… irreversível.

Não se trata apenas de novas tecnologias, mas de mudança de mentalidade, de diretrizes de ação, de hábitos e de conceitos enraizados. A mudança bem-sucedida exige compromisso, coordenação e competência.