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Paúl de Manique do Intendente quer ganhar o estatuto de reserva natural

Depois de ter criado passadiços e um posto para observação da fauna e flora, a Câmara de Azambuja quer agora envolver a população na preservação e divulgação desse património ambiental.

Para que o Paúl de Manique do Intendente, no concelho de Azambuja não volte a cair no esquecimento, o novo projecto “Paúl Natura – Conhecer para proteger” vai estar assente em várias fases que envolvem a participação pública. Segundo explicou Anabela Cruces, Professora da Universidade Lusófona e coordenadora do projecto, que viu recentemente a sua candidatura ao Fundo Ambiental aprovada, vão existir várias sessões que visam a aproximação da comunidade ao paúl e ouvir as suas “expectativas para a gestão futura deste espaço”.

O projecto terá como fio condutor a criação da futura Reserva Natural Local do Paúl de Manique e a sua integração na rede de áreas protegidas do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Numa primeira fase vão ser auscultados autarcas, protecção civil, bombeiros, empresários, comunidade escolar, comunicação social e comunidade local, para depois ser implementada uma estratégia sólida de divulgação da riqueza que existe no paúl, através das redes sociais, página web, vídeos e actividades com a comunidade.

Este projecto liderado pela Universidade Lusófona tem como parceiros a Câmara de Azambuja, a Junta da União de Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de São Pedro e Maçussa, o Agrupamento de Escolas do Alto de Azambuja e a Cooperativa de Formação e Animação Cultural.

Luís de Sousa, presidente da Câmara de Azambuja, disse a O MIRANTE que o objectivo é aliar o esforço que a autarquia fez para tornar aquele espaço num cartão de visita para o concelho criando passadiços e um observatório e aliando à sua conservação o conhecimento das espécies e desenvolvimento do turismo de natureza.

Até aqui apenas os alunos do Agrupamento de Escolas do Alto de Azambuja visitavam e estudavam o paúl, onde estão identificadas mais de 180 espécies, num projecto escolar liderado pelo professor de ciências naturais, José Ramalho. Anabela Cruces adiantou que outro objectivo deste projecto é alargar o conhecimento e investigação deste ecossistema a alunos de outras escolas e da Universidade Lusófona.

O Paúl de Manique do Intendente é um ecossistema com 18 hectares de terreno, adquiridos pela Câmara de Azambuja, onde se podem encontrar centenas de espécies como o caimão-comum, a lontra, a cegonha-preta, o junco e o cágado-de-carapaça-estriada, que está em vias de extinção.